Embora ainda falte dois anos para as eleições presidenciais, a corrida para o cargo já começou há muitos meses.
E uma das grandes preocupações de Bolsonaro e de seus aliados é a possibilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ter de volta o direito de participar das eleições 2022.
Mas, o futuro político de Lula passará pelas mãos de Jair Bolsonaro que indicará um nome para ocupar o cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), para o lugar do ministro Celso de Mello que se aposentará no dia 31 de outubro deste ano.
No início de 2021, quando o STF voltar com as sessões presenciais, a Segunda Turma deverá julgar o ex-juiz Sergio Moro sobre sua atuação na condenação do ex-presidente Lula, se houve por parte do ex-ministro da Justiça, imparcialidade ou não.
A suspeição de Sérgio Moro eliminaria, ainda que temporariamente, a proibição imposta pela Lei da Ficha Limpa, que impediria Lula de se candidatar.
O ex-presidente foi julgado e considerado culpado em dois processos em primeira e segunda instância. O ex-presidente acusa o ex-juiz Sergio Moro de persegui-lo e agir por motivação política. Caso o Superior Tribunal Federal acolha tais argumentos, as condenações seriam anuladas e ele recuperaria, de imediato, seus direitos políticos.
Porém, há um empate na decisão dos ministros do STF, quatro votos do colegiado já são conhecidos, Gilmar Mesndes e Ricardo Lewandowski, são favoráveis a suspeição.
Já Cármen Lúcia e Edson Fachin são favoráveis a Sergio Moro, o quinto ministro é Celso de Mello que se aposentará.
Ou seja, o voto de minerva será dado pelo ministro que será indicado por Jair Bolsonaro.
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Fonte: Veja